Relatório da visita realizada no dia 11/12/10 da Dra. Mitico San
Eu e Dra. Filó que veio recentemente da Europa com seus supercílios, fomos as primeiras a chegar, papo vai, papo vem e logo avistamos montado em seu pequeno jegue o nosso querido Dr. Severino pé Fino.
Resolvemos então entrar no Lar das Vovozinhas e ir se “instrumentalizando” com o pessoal do asilo, até que o restante dos Drs. chegasse.
Não havia nem um responsável direto pela instituição, apenas funcionários. Conversei então com a cozinheira que me orientou a falar diretamente com uma das enfermeiras, fiz então o que ela sugeriu. Disse que éramos um grupo de voluntários da Unimed, cada participante vestido de acordo com um personagem e que iríamos fazer uma apresentação para as idosas, a enfermeira meio descrente e sem entender muito bem o que iria acontecer liberou a visita logo após o lanche.
Enquanto isso eu e Dra. Filó fomos nos trocar em um pequeno banheiro era um tira calça daqui, põe vestido dali e ficamos prontas.
Dr. Severino logo se tocou e foi aprontar-se também, feito isso partimos para a maquiagem com direito a música ao vivo que vinha direto do pátio do Lar dos Vovozinhos, enquanto isso foi chegando os doutores Covinha, a Sorvetão e a Sandra Rosa Madalena, claro que não podia faltar a presença do fotógrafo... Garantido Mítico San adora fotos né...
Fizemos um pequeno ensaio com algumas músicas de Natal e fomos direto a missão... Puts gente esquecemo-nos de dizer o lema “merda”.
As vovozinhas haviam acabado de lanchar e a maioria estava no refeitório, cantarolamos uma música e cada trio seguiu para uma direção a procura é claro de um sorriso.
Dona Margarida se encantou com meu vestido que por sinal parecia mais uma árvore de Natal. Cantávamos e a cada vovozinha entregávamos uma pequena lembrancinha que estava escondida no “saco” do Dr. Covinha e que saco em Dr.?.
Fez o maior sucesso com uma vovozinha, ela dizia ser assanhada e tava doidinha para pegar o Dr. Covinha, ganhando de mim que não estou pegando nem resfriado... Mais enfim deixa pra lá voltando às lembrancinhas que era um velinho com óculos, barbudo, barrigudo, com uma roupa vermelha e um cinto dividindo o mesmo ao meio, fui colocar um na mão de uma senhora que estava acamada, que não falava e que não tinha até então expressado nenhum tipo de reação, pois bem digo a vocês ela simplesmente jogou... Nossa eu não sabia o que fazer fiquei totalmente sem graça peguei o Papai Noel e coloquei novamente no “saco” do Dr. Covinha, depois refletindo fiquei triste por ter perturbado o descanso daquela senhora, deveria ter perguntando antes para as enfermeiras, quem não deveríamos incomodar.
Terminamos a visita no Lar das Vovozinhas e nos dirigimos ao Lar dos Vovozinhos. Adentramos a instituição cantarolando uma linda música de Natal, que chegou até os ouvidos de um senhor que descansava em seu pequeno quarto e gritava para a enfermeira:
__ Onde está o Papai Noel? Eu quero ver o Papai Noel!
Papai Noel e suas mamães Noel ops quer dizer Dr. Covinha e suas companheiras Dr. Sandra Rosa Madalena e eu, ouvindo aquilo saímos à procura do quarto onde estava aquele senhor que gritava desesperadamente querendo ver o Papai Noel... Encontramos sentado em cima de uma cama dando risadas, parecia uma criança... É inexplicável a alegria daquela pessoa, era algo que vinha direto da alma. Solicitou que calçássemos a sandália no seu pé e que colocássemos na cadeira de rodas para que nos acompanhasse pelos corredores.
E assim foi por aonde íamos ele ia junto cantando Trem das Onze e alegrando o restante da população daquele lugar.
Foi olhando para o rosto daquele senhor que atende pelo nome de Damião e me lembrando da Senhora Safadinha, da Dona Margarida, Dona Angelina e tantas outras que pude perceber que minha missão naquele dia estava cumprida.
Fiquei tão emocionada e decidi dividir tal sentimento com minha grande amiga Izonéia, que ouvindo atentamente o meu relato se inspirou e tão logo escreveu essa pequena poesia.
Vestida de mamãe Noel Mítico San estava
Uma música de Natal cantarolava
Enquanto Dona Margarida sua roupa admirava
Os voluntários no entoar da canção
Sentiram a emoção
Ao ver seu Damião
Com um baita sorrisão
A sandália no pé ele calçou
Dr. Covinha na cadeira de rodas o sentou
E pelos corredores aos voluntários acompanhou
Essa visita com certeza a todos marcou
Com seu instrumento de trabalho
O fotógrafo os sorrisos registrou
E os voluntários com certeza sua marca ali deixou
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz